domingo, 21 de outubro de 2007

Borboletas em minha cabeça, levando-me a descobrir o infinito...




Referências Bibliográficas desta primeira etapa

Taille, Yves de La. Oliveira, Marta Kohl de. Dantas, Heloísa. Piaget, Vygotsky, Wallon.Teorias Psicogenéticas em discussão.
Bowlby, John. Formação e Rompimento dos Laços Afetivos. 2ªed. São Paulo. Editora e Livraria Martins Fontes. São Paulo. 1990.
Rogers, Carl. Liberdade de Aprender esm nossa década. Porto Alegre. Artes Médicas. 1985.
Textos fornecidos nas aulas de Linguagem e Conecimento, Profª Clarice Escott.
Textos fornecidos nas aulas de Didática Geral, Profª Rosa Ramirez.

Seminário: Abordagem Humanista

Na última terça-feira dia 16/10, minhas colegas e eu apresentamos um seminário sobre a Abordagem Humanista na disciplina de Didática Geral, da profª Rosa Ramirez.
Gostaria de aqui deixar uma conclusão sobre o que eu particularmente aprendi com este trabalho.
A Abordagem Humanista é fundamentada, principalmente na teoria de Carl Rogers e é a terceira força da Psicilogia atual. Ela nos fala da educação centrada no aluno, em que o professor é o facilitador no processo de aprendizagem e que esta se dá sempre ao tempo de cada aluno e de acordo com os interesses da turma em questão.
Bem, essa é a idéia central da Educação Humanista, e o que eu pude tirar de proveito é justamente essa idéia de centrar o processo no aluno e não no professor. É tratarmos cada aluno individualmente, conhecendo-os e analisando suas vivências e experiências anteriores. Embora eu saiba que na prática possa ser difícil, com turmas cada vez mais numerosas, esse processo pode se tornar inviável em sua integridade, mas podemos, de alguma forma, aplicar este método em nosso cotidiano da maneira que for possível, verificando os interesses de nossa turma e trazendo conteúdos e metodologias condizentes com a realidade em que está inserida nossa escola.
Esse trabalho ampliou minha visão do que pode ser o trabalho em sala de aula, respeitando o que meus alunos já trazem na sua bagagem como pessoas e possibilitando meios de conhecer e integrar melhor os educandos em um processo que respeita a todos com indivíduos e não como um todo que não se conhece, nem se respeita.

Desenvolvimento e juízo moral em Piaget

Não podemos falar em afetividade em educação sem citar Piaget e a teoria do Desenvolvimento Moral. Por Que?
Para Piaget, o desenvolvimento moral da criança tem tudo a ver com a afetividade, e em uma reflexão pessoal, vejo que principalmente durante a fase da heteronomia.
Na heteronomia, a criança realiza tarefas e começa a respeitar e estabelecer o "jogo de regras" não por poder fazer diferenciações e avaliações, mas para "agradar" o adulto com o qual ela tem uma ligação mais direta: pais, professores, etc. Nesta fase, é fundamental o bom exemplo de quem a cuida, já que o adulto é o modelo para a criança.
De fato, o afeto e o sentimento tem papel fundamental no desenvolvimento da criança, seja em casa ou na escola. Quando há carinho por parte do "cuidador"(vamos chamar assim pais, professores, irmãos, etc...) há, com certeza, um respeito maior por parte da criança, pois ela sabe que o limite que poderá estar sendo imposto é para seu próprio bem, mesmo que não perceba isso de imediato. A criança precisa ter nessa pessoa, confiança, respeito e admiração, para que possa acatar ordens e determinações com maior entendimento da situação. Com isso, não quero dizer que crianças impossíveis ou difíceis de lidar não tenham amor em seus lares ou suas escolas, mas de um modo geral, essas crianças sofrem de alguma maneira, algum tipo de negligência, e não podemos esquecer que a falta de imposição de limites é um tipo de negligência. É mais fácil ao educador impor uma regra quando necessário, ou deixar o educando fazer o que bem pretende? Algumas vezes, com certeza, será mais difícil estabelecer combinações que primem pela disciplina do que ser apenas o facilitador e deixar a turma andar por si. Embora a longo prazo, o estabelecimento de regras e combinações tragam maior entendimento e disciplina para os alunos, imediatamente, pode ser complicada essa transição... Imprescindível é a paciência, a tolerância, o bom exemplo e a cumplicidade entre professores e alunos. Se faz muito necessária aí o bom desenvolvimento moral do adulto. É de extrema importância sermos pessoas boas, de bom caráter para que possamos passar bons exemplos para nossas crianças, já que nessa fase, seremos referenciais no desenvolvimento delas.

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Conceitos de Didática Geral e sua importância

Em uma aula muito proveitosa, a professora Rosa Ramirez nos trouxe sua contribuição imprescindível sobre o planejamento de aula e sua importância.
Podemos observar o quanto se faz necessário o bom planejamento de atividades e aulas para que sempre se tenha um bom desenvolvimento do aprendizado de nossos alunos. Este planejamento, que deve ser flexível, se faz importante na medida em que estabelecemos objetivos a serem alcançados juntamente com nossos alunos, num determinado período, e isso é fundamental para realizarmos nossas intervenções, visto que nem sempre as crianças respondem de forma igual às nossas intenções.
Utilizando com competência essa que é uma grande ferramenta do nosso trabalho, poderemos realizar aulas que prendam mais a atenção dos alunos, sendo muito mais proveitosas e prazerosas não somente para as criançãs, mas também para nós mesmas.

Revendo Conceitos de Piaget

Na verdade, me expressei mal quando, em minha postagem anterior, falei que de acordo com Piaget, uma família bem estruturada influencia positivamente na educação de uma criança. Na verdade, Piaget nos fala sobre o meio social em que a criança se desenvolve, que em minha humilde opinião, inclui também a família, mas não especificamente.

domingo, 7 de outubro de 2007

ESTÁGIOS DO DESENVOLVIMENTO


1. Estágio Sensório Motor (0-2 anos)



  • comportamento motor;


  • não pensa conceitualmente;


  • desenvolvimento cognitivo (construção de esquemas);


  • inicia com movimentos reflexos;


  • noção de objeto permanente - 1ª representação mental dos objetos - precursor da linguagem ;


  • o corpo é o organizador e o elemento de expressão da linguagem.

2. Estágio Pré Operacional (2-7 anos)




  • Desenvolvimento da linguagem e formas de representação;


  • função simbólica ou semiótica - imitação diferida;


  • jogo simbólico ou jogo de imitação;


  • egocentrismo;


  • realismo nominal;


  • heteronomia.

3. Estágio das Operações Concretas (7-11 anos)




  • salto cognitivo e afetivo;


  • jogo de regras;


  • aprendizagem da escrita (formalização da linguagem);


  • autonomia;


  • aplica o pensamento lógico a problemas concretos.

4. Pensamento Formal (12 a + ou - 15 anos)




  • hipotético dedutivo;


  • projeto de vida.


Reflexão pessoal :


A família de meu marido é composta de uma matriarca com seus 8 filhos, todos casados em média com 2 filhos cada um, exceto a primeira que tem 7 , a próxima filha que tem 5 e um dos homens que tem 5 filhos e 3 enteados. Quase todos casados, com filhos também... Imaginem quando nos reunimos para algum evento familiar! Muitas pessoas, mas em especial, muitos adolescentes e muitas crianças, de todas as idades. O que vocês imaginam que faço quando essas reuniões acontecem? Observo. Tento disfarçar pra não ficar assim tão chato, pois todos sabem que estudo Pedagogia, mas mesmo com discrição, procuro observar o comportamento de todos, em especial das crianças menores com as quais no meu dia a dia não tenho muita convivência. Converso com as mães, pergunto sobre os hábitos e posso concluir que a teoria de Piaget se aplica com muito sucesso na prática, o que facilitará muito nosso trabalho mais adiante. Quando temos condições de verificar em que estágio do desenvolvimento nosso aluno ou aluna se encontra, poderemos diagnosticar muito mais facilmente dificuldades que eles possam vir a ter no processo de aprendizagem. Também concluo que o que Piaget nos fala da interferência do meio no desenvolvimento é muito relevante, famílias bem estruturadas, de modo geral, contribuem para a formação de um sujeito também mais equilibrado emocionalmente. Logicamente, quado se trata de seres humanos, nada é regra, sempre podem haver exceções, embora normalmente funcione desta forma.



CATEGORIAS DE PENSAMENTO SEGUNDO PIAGET:




  • objeto;


  • espaço;


  • tempo;


  • causalidade.

FATORES DO DESENVOLVIMENTO SEGUNDO PIAGET:




  • Heredietariedade - a maturação interna é importante, mas não suficiente para explicar o desenvolvimento da criança;


  • Experiência física ou ação sobre objetos - é fundamental, mas não se sustenta sozinha - a experiência do sujeito é fundamental, porém em vão sem a lógica;


  • Equilibração - jogo de regulações e compensações na busca para atingir a coerência.


  • Transmissão Social - fator educativo determinante, mas insuficiente.


Fatores do Desenvolvimento :




  • interferem nas variações, velocidade e duração do desenvolvimento infantil;


  • nenhum pode ser considerado ou pensado isoladamente;


  • são determinantes para o desenvolvimento humano e devem ser analisados em conjunto.

Essa última parte da teoria aqui exposta, sintetiza muito claramente meu comentário anterior, já que nada é determinante, tudo deve ser analisado em conjunto: desde a família, escola e meio social em que a criança se desenvolve.





SINTETIZANDO OS CONCEITOS DE PIAGET

Teoria do desenvolvimento Humano: É o que acontece com os seres humanos para que eles se desenvolvam - processos de aprendizagem.

Mudança Cognitiva - método clínico

Aprendizagem - falta - desejo de aprender - sujeito da aprendizagem

PIAGET -conceitos:

1. Adaptação e Organização

2. Estruturas ou Esquemas Mentais ou cognitivas

3. Processos Cognitivos - Assimilação, acomodação e equilibração.

Princípios básicos:

Atos biológicos - adaptação ao meio físico

Atos cognitivos - organização e adaptação ao meio

ORGANIZAÇÃO - ADAPTAÇÃO

INTERNO - EXTERNO

ESQUEMA:

  • Estruturas mentais ou cognitivas - indivíduos intelectualmente se adaptam e organizam o meio;
  • Estruturas - correlatos mentais - mecanismos biológicos de adaptação;
  • Natureza Reflexa - nascimento;
  • São construídos.

PROCESSOS COGNITIVOS:

  • ASSIMILAÇÃO - integra novo dado perceptual, motor ou conceitual nos esquemas já existentes. - MUDANÇA QUANTITATIVA
  • ACOMODAÇÃO - criação de novos esquemas, modificação de esquemas pré existentes. Mudança de estrutura cognitiva ou desenvolvimento. - MUDANÇA QUALITATIVA
  • EQUILIBRAÇÃO OU ADAPTAÇÃO INTELIGENTE - Regulador: permite que novas experiências sejam incorporadas. - BALANÇO.